Resumo
Este capítulo reflete sobre a experiência de viver com uma doença crônica, considerando as repercussões do adoecimento sobre o cotidiano, a identidade, as relações sociais, o trabalho e os projetos de vida. Discute-se a incorporação do cuidado à rotina, a carga do tratamento, os desafios emocionais, sociais e econômicos e a importância das redes de apoio. Destaca-se que o manejo dessas condições não depende apenas do cumprimento de prescrições, mas também das condições materiais, da compreensão das orientações, do suporte familiar e da articulação entre os serviços de saúde. A Atenção Primária à Saúde e a enfermagem apresentam papel estratégico na longitudinalidade, na educação em saúde, no acompanhamento dos riscos e na construção compartilhada de planos terapêuticos. O capítulo também aborda as contribuições do autocuidado apoiado, das tecnologias digitais e do cuidado integrado para ampliar a autonomia, a autoeficácia e a qualidade de vida. Conclui-se que uma assistência integral deve reconhecer as necessidades, preferências, possibilidades e barreiras enfrentadas por cada pessoa, promovendo um cuidado viável, equitativo e centrado na vida, e não exclusivamente na doença.
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