Resumo
A doença de Alzheimer é a causa mais frequente de demência, caracterizada por um processo neurodegenerativo irreversível que acomete, principalmente, os idosos. O diagnóstico detectado precocemente, bem como o conhecimento acerca da progressão do curso da doença, favorece a escolha de tratamentos mais assertivos e consequentemente, permite maior bem-estar e qualidade de vida aos pacientes acometidos. Contudo, atualmente a invasividade e os altos custos para seu diagnóstico se tornam mais uma barreira, não somente para a atuação clínica, mas também para os estudos que podem vir a elucidar os aspectos que ainda não são claros desta doença. Diante disso, este estudo procurou investigar os biomarcadores sanguíneos capazes de detectar a progressão da doença de Alzheimer através de uma revisão integrativa da literatura com a identificação de produções relevantes sobre o tema. A coleta de dados foi realizada através das bases de dados PubMed e Science Direct com a análise de trabalhos publicados no período de 2016 a 2021, relativos aos biomarcadores Tau, beta-amiloide e neurofilamento de cadeia leve. Dentre eles, foram selecionados 8 trabalhos de acordo com critérios de inclusão estabelecidos no presente estudo. Desta forma, conclui-se que embora as descobertas apresentadas nos estudos sejam relevantes, até o presente momento não existem biomarcadores altamente precisos para a detecção da progressão da doença de Alzheimer, sendo necessários mais estudos para a garantia de um diagnóstico claro e consistente.
