Resumo
O sono é uma necessidade biológica que pode ser afetada por variados fatores e interfere no bem-estar físico e mental. Sendo assim, a atual pandemia do COVID-19 alterou a rotina de grande parte da população, bem como afetou a qualidade do sono e tornou-se um fator de risco para o desenvolvimento de problemas. Nesse ínterim, o presente estudo buscou evidenciar a importância da qualidade do sono para diferentes contextos. Diante disso, o artigo compreende como o cenário da atual pandemia interferiu na qualidade do sono e consequentemente no paradigma biopsicossocial da população. Trata-se de uma revisão bibliográfica com coleta de dados de fontes secundárias em março e abril de 2021, realizada nas bases de dados SciELO e PubMed. Foi observado que a privação de sono possibilita o aumento da atividade de citocinas, sendo elas o interferon (IFN), o fator de necrose tumoral alfa (TNF-α), interleucina-1-beta (IL-1-beta), favorecendo o aumento de marcadores inflamatórios como a proteína C reativa (PCR), esse conjunto de alterações afeta negativamente a imunidade e está diretamente relacionado a alterações no padrão do sono. Com isso, a partir da análise, percebe-se os malefícios que o cenário de COVID-19 trouxe para a qualidade do sono, acarretando diversos prejuízos nas atividades diárias. Por isso, pode-se inferir que as alterações relacionadas ao sono contribuem para a ausência de alerta e modificações na percepção assim como nos processos sensoriais, tornando o indivíduo letárgico e com uma redução na capacidade cognitiva para realizar funções de atribuições essenciais para sua qualidade de vida.
